A nossa forma de falar reflecte a nossa personalidade, a nossa cultura e a nossa classe social, e pode até chegar a indicar a região de que somos naturais ou a nossa profissão.
Saber apresentar e cumprimentar correctamente é mais importante do que parece. Uma falha nesta matéria pode provocar uma primeira má impressão, difícil de apagar posteriormente.
Atitude não-verbal
A postura define-se como algo que se vai adquirindo com o tempo e com os hábitos, enquadrada num determinado espaço: é algo que deve ser entendido na sua globalidade como um saber estar na vida, um estar no mundo.
Relativamente à postura e ao movimento do corpo no acto de comunicar, deve utilizar a sobriedade, a atenção e a cordialidade corporal; a inclinação do corpo tende a mostrar os interesses, a linguagem emocional do sujeito.
O olhar
É considerada a forma não-verbal com maior expressividade. Através do olhar conseguimos observar, verificar o padrão cultural e concluir a inserção do indivíduo na comunidade.
Quando se dirigir a um grupo de pessoas, deve manter contacto visual com um indivíduo (cinco segundos) de cada vez. Assim todos os outros à sua volta pensarão que os está a contactar também a eles, o que provoca um maior envolvimento comunicativo.
O gesto
O gesto é todo o movimento de qualquer parte do corpo com significado expressivo. O movimento da cabeça e dos braços são os gestos mais frequentes. Com eles afirma-se ou nega-se, exteriorizam-se sentimentos e emoções.
Não devemos também cruzar os braços nem as mãos pois é sinónimo de timidez e de necessidade de autocontrolo.
O sorriso
Os diversos tipos de sorrisos que executamos diariamente emitem mensagens diferentes, mas que são sempre facilmente descodificadas. Sorrir é estabelecer empatia, é um estímulo e um reforço.
Mas atenção: os sorrisos falsos raramente funcionam. Apesar de facilitarem a comunicação, a sua expressão pode parecer distante.
Apresentações
·A nível profissional, deve dizer-se primeiro o nome do executivo e depois o nome do cliente;
·A nível social, primeiro diga o nome da pessoa de menor estatuto e só depois apresente a de maior estatuto;
·Se for um caso de senhoras e senhores, o senhor é apresentado à senhora;
·No caso de uma pessoa idosa e de um jovem, deve apresentar primeiro o jovem e depois a pessoa idosa. O mesmo deve acontecer entre um senhor que ocupa uma posição elevada e um jovem;
·Quando se apresenta a alguém, o seu nome deve ser dito em tom perceptível. Contudo, se não entender, não é incorrecto pedir para repetir: errado é ficar na dúvida.
Cumprimentos
A forma de cumprimentar é o primeiro contacto interpessoal. Permite-nos captar instantaneamente o nível de educação, o estatuto social e o saber estar do nosso receptor.
O aperto de mão
No cumprimento com a mão deve:
·Ser firme, espontâneo e correcto;
·Olhar os olhos da outra pessoa, olhando com um sorriso e expressando cordialidade;
·Não cumprimentar olhando para o outro lado;
·Quando se trata de uma apresentação deve ouvir o nome com atenção.

Exemplo da forma correcta de cumprimentar.
O beijo
Se não existe muita familiaridade com o interlocutor, o beijo não deve ser dado directamente na face: encosta-se a nossa face à da outra pessoa, delicadamente, e dá-se então o beijo, sem que os lábios toquem na pele da outra pessoa.
Ao beijar a mão deve:
·Manter os pés juntos;
·Colocar as pernas direitas;
·Inclinar-se levemente e ao mesmo tempo erguer a mão direita da senhora;
·Levar a mão suavemente aos lábios, não sendo esta beijada directamente (o beijo é simulado na sua mão, sendo comum o homem beijar o seu próprio polegar).

Exemplo de como beijar a mão.
Tu e Você
De maneira geral, o você deve usar-se com todas as pessoas que não conheçamos bem, que acabem de nos ser apresentadas, que sejam de idade claramente superior à nossa, ou que nos mereçam respeito pela sua categoria social, profissional, etc. O tratamento por tu, só é permitido numa primeira fase, com as crianças pequenas (em caso de dúvida deve-se utilizar o você com os adolescentes, pois eles ficam encantados por serem tratados como adultos). Tratar toda a gente por tu, mesmo as pessoas mais idosas, é mais que reprovável.
Quando tratar alguém por você ou por tu, lembre-se que não deve empregar estas palavras nas suas frases, mas sim conjugá-las devidamente com o verbo.
Fórmulas de cortesia
Em geral quando nos apresentam alguém, respondemos imediatamente “Muito prazer” ou “Encantado”. Em seguida pode-se perguntar “Como está?”, que é uma fórmula de cortesia evitável, mas que se pode usar com absoluta tranquilidade.
Por exemplo, é preferível não improvisar condolências ao falar com os parentes de um falecido. Devem dizer-se frases simples como: “Os meus sentidos pêsames” e “Compartilho a vossa dor”.
Devem-se utilizar expressões como: “por favor”, “obrigado”, “muito agradecido”. Devem também evitar-se usar oralmente expressões como: “perdão”, “as minhas desculpas”.
Por fim, uma pessoa bem educada dá sempre os bons dias, as boas tardes ou boas noites, seja em que lugar for.
Falar ao telefone
Na recepção de chamadas:
·Quando as pessoas não se identificam evite: “É da parte…?”, “Quem fala…?”ou ”É quem…?”;
·Opte pela simplicidade e simpatia: “Pode dizer-me o seu nome, por favor?”. Evite: “É para quê?” ou “Qual é o assunto?”. Prefira: “Em que posso ajudar?”.
Evite utilizar sempre as mesmas palavras: varie. Escute, não se limite apenas a ouvir. Lembre-se que o telefone serve para transmitir mensagens curtas e concisas.
Assim, lembre-se que é quase sempre melhor estar calado do que arriscar a dizer disparates.